Unaí - 13 de fevereiro de 2005
Solidariedade em meio à tragédia
 

Poucas pessoas podem tirar algo de bom de uma tragédia. Os membros do ramo de Unaí, em Minas Gerais, conseguiram isso. Com muito trabalho e boa vontade, 30 homens, entre membros e missionários, neutralizaram os efeitos catastróficos de uma enchente por meio da solidariedade.

Tudo começou quando, no início de fevereiro, fortes chuvas atingiram essa cidade do noroeste mineiro, deixando 4.500 pessoas desabrigadas. Diante da situação, a Prefeitura decretou estado de calamidade pública.

O “Deseret” de Brasília doou roupas, remédios, colchões e alimento; os voluntários ajudaram na mudança de várias famílias, tirando moveis, objetos pessoais e até animais domésticos de famílias que tinham perdido quase tudo. Mas para o ramo de Unaí, isso não era o suficiente.

Seu presidente, Antônio Guerra, entrou em contato com o secretário de obras públicas do município e juntos firmaram uma parceria: a prefeitura entrava com equipamentos e veículos; a Igreja, com a mão de obra. Vestindo o colete do programa Mãos Que Ajudam , em três dias, 20 missionários e mais 10 irmãos realizaram a limpeza.

“O prefeito, Antero Manica, elogiou a Igreja, o projeto Mãos Que Ajudam e informou que, com ou sem a nossa permissão, irá usar o trabalho como um modelo e exemplo para motivar a população a fazer o mesmo”.

O prefeito e seus secretários abriram as portas da prefeitura para a Igreja e solicitaram a visita do presidente do ramo em seus gabinetes para planejarem outras ações sociais na cidade. Um dos vereadores presentes solicitou os nomes de cada participante, o objetivo é baixar um decreto de agradecimento à Igreja na Câmara de Vereadores.

Estiveram presentes, além da imprensa local, a InterTV de Unaí, uma das afiliadas da Rede Globo, que divulgou, para toda a região, essa ação voluntária em seu telejornal, o MGTV..