Crianças, jovens e adultos, todos voluntários
do programa Mãos que Ajudam, entregaram, no dia 3 de dezembro,
300 botinhas de Natal para crianças com câncer no hospital
público Darcy Vargas. O projeto só foi possível
com a ajuda de voluntários brasileiros e americanos.
Quando chegaram ao hospital no início da manhã, os voluntários
foram recebidos por médicos e pela diretoria da unidade para
uma breve palestra sobre câncer infantil. "As crianças
que vocês irão conhecer têm dois problemas: estão
doentes e são pobrezinhas.
Elas são carequinhas por causa dos remédios que precisam
tomar, mas o cabelinho vai crescer de novo", explicou a Dra.
Maria Lydia, responsável pelo serviço de Oncologia,
diante do olhar atento e ansioso das crianças voluntárias.
Na hora da entrega dos presentes, a alegria e os sorrisos inocentes
dos pequenos provocaram lágrimas comovidas de pais e funcionários
do hospital que assistiam à ação.
Felipe Espíndola da Silva, 12 anos, descobriu a doença
há dois anos e, como parte do tratamento, tem comparecido ao
hospital três vezes por semana. "Na semana passada, eu
soube que vocês viriam e estava contando os dias para encontrá-los",
disse Felipe.
A mãe dele, Maria Aparecida, bastante emocionada, contou que
esta é a segunda vez que A Igreja de Jesus Cristo dos Santos
dos Últimos Dias aparece repentinamente para ajudar sua família.
"Quando descobrimos o problema de Felipe, nosso vizinho, que
é membro da Igreja de Jesus Cristo, nos encorajou a lutar pela
vida dele, pois os médicos não nos deram muita esperança.
Edvaldo nos trouxe para o hospital muitas vezes em seu próprio
carro e até ajudou a comprar os remédios que nós
não tínhamos condição de conseguir."
De acordo com a Dra. Maria Lydia, o serviço realizado pelos
voluntários do Mãos que Ajudam é muito importante
para o tratamento e a cura das crianças com câncer, pois
permite que elas resgatem o amor próprio.
Voluntários do Brasil confeccionaram as botinhas de Natal e
voluntários americanos contribuíram doando itens para
os kits. A voluntária Ida Joan Fisher escreveu uma carta para
seus amigos nos EUA pedindo ajuda e, de repente, todos resolveram
atender.
Enquanto isso, aqui no Brasil, as moças e as mulheres começaram
a confeccionar as botinhas de Natal. "Eu fiquei muito sensibilizada
com a generosidade e união de todos. Nem bem ouviram falar
sobre a idéia, eles já começaram a doar seu tempo,
recursos e talento a essas crianças tão carentes de
saúde, atenção, amor e alegria".
A voluntária Adalgisa que teve seus filhos João Pedro,
6 anos, e Júlia, 4 anos, totalmente envolvidos no projeto comentou:
"Eu fiquei muito feliz ao ver meus filhos preocupados com crianças
tão humildes. Meu sentimento é de muita gratidão.
Aqueles olhinhos e sorrisos ainda estão na minha lembrança".
Crédito das fotos : Samir Baptista